
Ethan Hawke (Everett) e Sally Hawkins (Maudie Lewis): dupla vive intensamente os personagens reais que geraram uma das histórias mais emocionantes do atual cinema por streaming. (Fotos: Divulgação/Netflix)
Esta não é uma dica, é um apelo: por favor, não deixe de ver “Maudie – Sua Vida e Sua Arte”. O filme, em cartaz na Netflix, onde permanece no Top 10 há três semanas, retrata a vida de Maud Lewis (Sally Hawkins), artista canadense rejeitada pela família por conta de suas necessidades especiais em função de uma artrite reumatoide.

Muito amor pelas cenas, que parecem ser desenhadas como os quadros da artista.
Decidida a provar que consegue sobreviver sem eles, Maudie passa a limpar e organizar a casa do solitário Everett Lewis (Ethan Hawke) – por quem vem a se apaixonar. A relação dos dois desdobra novas possibilidades, fazendo com que a artista seja descoberta e muito amada.

Não é só vida e arte: é um oceano de aprendizados pra gente mergulhar.
Mas nada disso teria importância não fossem a força, a mensagem de amor e a vitalidade passadas por Maudie em meio a uma vida extremamente simples – o que nos faz repensar inúmeros valores e necessidades atuais. Sim, prepare a caixa de lenços porque o filme é desses em que a gente aprende altas lições – o que espero sinceramente que aconteça com todos que o assistirem.

Duvido que você não terminará o filme querendo viver numa casinha como eles, às margens das opulências e falsidades da sociedade.
No final (ah, o final…), tenho certeza de que você também vai querer pegar Maudie no colo e levá-la para sua casa. Lindo, lindo, lindo. Cotação: cinco estrelas e um fim de semana de aprendizado.
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